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Vamos Celebrar O Amor

O amor deve ser aprendido. Para ser duradouro e real deve se apresentar em constante modificação. O post de hoje é um especial para o dia dos namorados , logo quero aproveitar para falar um pouquinho sobre relacionamentos. Temos muito a aprender sobre o amor e o relacionamento a dois, na verdade creio que aprendemos por toda a vida, por meio de nossas experiências, sucessos ou fracassos.

Como já dizia o velho e sábio William Shakespeare:

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
A sutil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma,
E você aprende que amar não é apoiar-se
E que companhia nem sempre significa segurança,
E começa aprender que beijos não são contratos,
E presentes não são promessa. Acredito que após quase 12 anos de relacionamento eu posso dizer algumas coisas sobre essa experiência de dividir a vida, os sonhos, as conquistas e os fracassos.

“Cada um de nós tem seu próprio jeito de ser. Mas tudo que foi feito só fizemos juntos, porque você ouviu a minha, e eu, a sua voz”. (Nando Reis)

Percebo que a  maioria das pessoas costumam buscar no outro um porto seguro, alguém que as ajude superar seus vazios e medos.  Mas elas não percebem é que  ao depositar grandes expectativas no outro, logo isso aumenta a probabilidade de grandes frustrações.

Podemos sim ver nosso companheiro como alguém que nos complemente e torne nossa vida repleta de sentidos. No entanto, a responsabilidade de sermos felizes e melhores a cada dia é nossa. Essa tarefa é puramente nossa e está ligada ao amor próprio e capacidade de lutarmos por nós mesmos. Caso contrário você se torna o resultado do que o outro deseja para você. Já pensou se os desejos dele não forem ao encontro dos seus? Você facilmente abriria mão dos seus sonhos por isso? Aí sim, você deixaria de ser você para viver o outro.                 Ao longo dos anos aprendi muito sobre isso, que por vezes tentamos fazer com que o outro compre nossos sonhos e pode ocorrer disso não acontecer como esperamos. Assim, não podemos esquecer que somos seres independentes e nossas almas não estão acorrentadas. Aprendi ainda que relacionamento envolve amor, respeito não só aos limites do outro, mas sobre os sonhos também. Que amar está diretamente ligado mais em compreender as diferenças e reconhecer a perfeição do outro diante das imperfeições, do que criar expectativas surreais. Amar é também ceder e reconhecer os próprios erros, estar disposto a mudar e se corrigir antes de julgar e acusar o outro, para assim evitarmos injustiças e infelicidades ao julgarmos precipitadamente.  Ao meu ver a parte mais difícil do relacionamento, o ápice do teste de cumplicidade é na doença, nos momentos em que você não pode oferecer o seu melhor, está impossibilitado e precisa da dedicação da outra pessoa por alguns instantes. Pois é, a dependência é algo perfeito para testar a capacidade de alguém se doar.

Dividir uma vida é um teste para cardíaco,  porque percorremos entre extremos onde a felicidade é gritante e outros em que parecemos odiar o nosso parceiro. Mas quando ressentidos devemos refletir com calma, pois decisões precipitadas  podem levar a comportamentos e atitudes passíveis de arrependimento.

O relacionamento bem sucedido requer menos expectativas e mais atitudes, aceitação, paciência e sabedoria. A consciência de não permitir que caia na rotina e dar continuidade em muitos sentidos aquela vida de quando eram namorados. Não estou dizendo que a vida deve ser perfeita, porque seres humanos são imperfeitos por sua natureza, mas digo que amar a si próprio é o primeiro passo para a felicidade mútua.Haverá momentos em que será necessário empatia para se colocar no lugar do outro, situações em que devemos relevar certos comportamentos e evitar uma competição. Afinal, competições não são saudáveis para os relacionamentos. Por vezes a palavra chave será o perdão e a compreensão de que por trás de todo comportamento agressivo e ofensivo existe uma pessoa ferida. Muitas vezes atribuímos ao outro uma responsabilidade que não é dele, nem sempre o “Inferno são outros” (Sarte), tenha maturidade para distinguir.

Ah! Mas não confunda o se doar com o se abandonar em prol do outro. Compreenda as diferenças, tudo tem limitações. Precisamos de um momento, espaço e individualidade para não nos sentirmos sufocados. Não se sinta menos amado quando o outro precisar se afastar. Compreenda que ele está apenas no momento pessoal dele. Não cobre mais do que você pode oferecer. Lembre-se que amar também é perdoar, mas que perdão não é ser bobo. Que erros acontecem sempre, mas que não podem ser recorrentes e repetitivos.

Lembranças, gestos de carinho, palavras de afirmação e surpresas são partes importantes da vida a dois. Não se esqueça disso!

Se permita amar e viver todos os dias, afinal “a vida é curta para ser pequena” (Cortella).

Jamais esqueça que você precisa “querer” enxergar as qualidades e mudanças do outro, senão tudo que ele fizer pelo seu relacionamento será em vão.Transforme os erros em acertos! Saiba superar as dificuldades que surgirão. E se por acaso você ainda não encontrou a pessoal ideal, tenha paciência, porque Deus a está preparando para você.

Fotos por: @fotometrar

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